BIO |
Rodrigo
Cambará

é Bacharel em Design e exerce direção de arte em parceria com Editoras, Agências de Publicidade, Escritórios de Design e Empresas. Desenvolveu projetos com a rede RBS, Record, Pampa e PUCRS. Atualmente produz Ilustração e Design para a Literatura e Desenho de Superfície para a Indústria Têxtil.

Experiência |

R.CAMBARÁ DESIGN

Designer & Artista Gráfico

UPMAN UNDERWEAR

Designer de Superfície

PUCRS

Aux. de Redação e Designer

RBS | ZERO HORA

Designer | Diagramador e Ilustrador

REDE PAMPA | O SUL

Designer | Diagramador e Ilustrador

CORREIO DO POVO

Téc. | Fotocomposição e Ilustrador

FATO PROPAGANDA

Aux. de Desenho e Direção de Arte

CONTATOS |

| Educação

DESIGN

Laureate International Universities

COMUNICAÇÃO & ARTES

Visconde de Cairu

DESENHO

Instituto Universal Brasileiro

PINTURA & DESENHO

Gestualidade no Desenho | Atelier Livre

CRIATIVIDADE

Criatividade, Graficacia e Metodologia 
em desenho: sCHDs = sCientiae,
Humanitus, Designationis

| HABILIDADES

SOFTWARES

Clip Studio Paint
| Adobe | After Effects, Dreamweaver,
Flash, Illustrator, Indesign,
Photoshop, Premiere | Corel Draw,
Corel Painter e 3D Max

Imprensa |

Vídeos

Horas Mortas | Booktrailer

Paint + Talks | UniRitter, 15 anos

Ilustração | Porto Alegre

| Revista |

Entrevista • Ymag

Rodrigo Cambará atua profissionalmente como desenhista desde os 14 anos e viu a distração dos tempos de criança evoluir a ponto de traçar sua profissão. As diferentes técnicas que o designer e ilustrador utiliza para conceber seus desenhos – como as belas imagens aguadas de café – já figuraram em trabalhos para editoras, agências de publicidade e universidades da região Sul. O estilo diversificado e único garantiu a Cambará o convite de uma indústria têxtil para estampar uma coleção que será lançada em breve.

De onde vem seu gosto pela ilustração?

A ilustração apareceu na minha vida durante os trabalhos ilustrados da escola no primário. Fora da sala de aula eu fabricava meus brinquedos com papel, tesoura e cola reproduzindo super-herois e vilões. O desenho realmente começou a ser relevante pra mim na adolescência quando comecei a ser pago ou bonificado para desenhar.

Como se deu sua formação profissional?

Considero quase impossível separar minha formação acadêmica e profissional em etapas distintas visto que enquanto me tornava bacharel em design o próprio dinheiro que ganhava com desenho me custeava os gastos com a faculdade. Eu ainda era acadêmico e já possuía grupos como a PUCRS, Rede Record, Rede Pampa e Grupo RBS no currículo. Mesmo com as longas jornadas semanais de trabalho na imprensa e finais de semana de plantão somados aos trabalhos acadêmicos eu ainda atuava esporadicamente como ilustrador freelancer para algumas peças gráficas. Costumo pensar que o meu trabalho como ilustrador realmente começou a me agradar depois que terminei a faculdade.

Quais as suas técnicas de desenho preferidas? Para Rodrigo Cambará, o que é um artista?

Tecnicamente desenhando, me considero um experimentador. Jamais hei de fixar uma técnica como absoluta. Todos os dias quando acordo eu procuro separar o ilustrador do artista e ambos do designer porque cada coisa é uma coisa e cada ofício contribui de uma forma diferente para cada projeto específico. Procuro da melhor maneira possível convergir estas três pontas, Design, Ilustração e Arte com o propósito de obter resultados cada vez melhores para meus clientes. No momento, por exemplo, tenho produzido vários trabalhos onde concilio a gestualidade do traço à técnica digital. Resumidamente, de alguma forma a assinatura do meu trabalho como ilustrador está no uso da variação da linha e do gestual. E isto tem agradado. Não considero meu trabalho de ilustração como arte visto que ele é desenvolvido para a comunicação visual e muito mais reproduzido do que vendido como peça única ou original. Sou formado em design, mas tenho uma forte produção como artista gráfico também. Para desenhar profissionalmente nos dias de hoje não basta dominar as ferramentas de trabalho como softwares e técnicas tradicionais, é preciso além da boa interpretação visual usar a semântica como pesquisa.Tecnicamente desenhando, me considero um experimentador. Jamais hei de fixar uma técnica como absoluta. Todos os dias quando acordo eu procuro separar o ilustrador do artista e ambos do designer porque cada coisa é uma coisa e cada ofício contribui de uma forma diferente para cada projeto específico. Procuro da melhor maneira possível convergir estas três pontas, Design, Ilustração e Arte com o propósito de obter resultados cada vez melhores para meus clientes. No momento, por exemplo, tenho produzido vários trabalhos onde concilio a gestualidade do traço à técnica digital. Resumidamente, de alguma forma a assinatura do meu trabalho como ilustrador está no uso da variação da linha e do gestual. E isto tem agradado. Não considero meu trabalho de ilustração como arte visto que ele é desenvolvido para a comunicação visual e muito mais reproduzido do que vendido como peça única ou original. Sou formado em design, mas tenho uma forte produção como artista gráfico também. Para desenhar profissionalmente nos dias de hoje não basta dominar as ferramentas de trabalho como softwares e técnicas tradicionais, é preciso além da boa interpretação visual usar a semântica como pesquisa.

|

Já desenvolveu algum trabalho com foco no mercado da beleza?

Recentemente recebi o convite de uma indústria têxtil nacional para estampar sua coleção. Este projeto ainda está na mesa de desenho e considero a minha menina dos olhos. É muito legal ver o meu desenho virando peça de vestuário e desfilando pela rua. Depois desta aproximação com o desenho de moda decidi criar um perfil no Beautyourself e gostei do que vi.

Quais as principais fontes de inspiração para os seus trabalhos?

Meu trabalho como artista gráfico reflete o resultado da vida fora um pouco do seu eixo, das coisas acontecendo sem controle ou freio. O conceito de um bom desenho pode surgir de uma foto de um acontecimento cotidiano da rua ou lendo um texto, por exemplo. Conceber imagens é ser criador de mundos e não há como gerar ou desenvolver algo se você nada vê ou observa. Para um desenhista o simples ato de caminhar até a esquina pode funcionar como saída de campo. Eu acredito muito mais em afinidade e dedicação do que inspiração no desenho, afinal quase nada te surge na mente que já não tenha sido observado ou assimilado anteriormente por você ou por outro profissional em outra época ou lugar. Você terá sucesso naquilo que tiver interesse, pesquisa e número de tentativas com muita repetição. Dentro da minha rotina diária sempre há espaço para a pesquisa referencial onde mantenho uma grande lista de sites, portfólios e livros.

No Beautyourself podemos acompanhar suas postagens. Alguns desenhos parecem ser feitos com café, é isso mesmo? Pode nos falar mais sobre essa técnica?

Exatamente, são aguadas de café. Comecei a usar o meu momento de descontração entre um cafezinho e outro para produzir imagens cafeinadas, tudo meramente exploratório. Estes desenhos não tem esboço e são livres de conceito ou tema, diria que funcionam mais como exercício de prática manual mesmo. O desafio da aguada é o controle da dispersão do café sobre o papel que precisa ser rapidamente direcionado com o pincel ou pena de acordo com a linha que se deseja e também a paciência pela espera da secagem das camadas a fim de gerar textura. Às vezes costumo fazer uma aguada destas antes de desenvolver meus projetos profissionais assim como quem faz o seu alongamento matutino.

Quais os canais de divulgação da sua arte?

Meu principal canal de comunicação com certeza é a mídia digital. O fato de ter me dedicado muito tempo ao desenho editorial juntamente com a faculdade deixou o ilustrador em modo de espera por um bom tempo. Ano passado retirei da gaveta alguns trabalhos de ilustração pessoal e publicações e coloquei no meu site. A divulgação nas redes sociais só me traz contentamento. Além de um ótimo feedback passei a receber convites para expor desenhos e pedidos de arte e ilustração de outros estados.

Qual o espaço profissional do artista e do designer no Brasil?

Sem dúvida nenhuma há inúmeros segmentos para a ilustração. Se você parar pra pensar verá que quase todas as coisas só viraram produto depois de um desenho, afinal quase tudo produzido em escala industrial precisou antes ser esboçado e projetado. Torço para que a ilustração e o design no Brasil sejam repensados no que diz respeito a seu reconhecimento e regulamentação profissional.
O ofício do desenho no Brasil necessita, acima de tudo, muita persistência e dedicação para superar conceitos pré-concebidos sobre a área. Considero que no ramo do desenho há mais pessoas que desistem durante a trajetória do que pessoas que realmente fracassaram, pense nisto e avance!

Por Bárbara Barros

Fechar Menu